E-Commerce brasileiro rumo aos R$ 20 bilhões
- Postado em 31 de March de 2011 por Redação, Dotstore
Após o comércio eletrônico ter superado todas as expectativas previstas para 2010, atingindo um crescimento de 40%, a e-bit em parceria com a Câmara-e.net, já começa a divulgar os novos índices aguardados para o ano de 2011. Segundo as duas especialistas do mercado virtual, o faturamento deve alcançar R$ 20 bilhões, representando um aumento de 30%, se comparado ao ano anterior.
Estes números têm grande importância para o e-commerce nacional, pois em 10 anos de atuação, houve um grande salto de R$ 0,54 bilhão (2001) para R$ 20 bilhões (2011). De acordo com Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, “o varejo online deve continuar se expandindo nos próximos anos com taxas muito superiores às registradas pelo varejo convencional, que cresceu 10% em 2010”.
As diferenças entre as lojas físicas e as virtuais são evidentes, e por isso, a opção pelos empreendimentos virtuais passaram a concorrer diretamente com o varejo tradicional, conquistando a preferência de muitos consumidores. Para o primeiro semestre de 2011, espera-se um faturamento de R$ 8,8 bilhões, contra R$ 6,7 bilhões totalizados no mesmo período de 2010.
Causas do crescimento do e-commerce
Além de possibilitar fatores como comodidade, praticidade, inovação e conforto aos consumidores virtuais, o comércio eletrônico possui outras causas para que seu crescimento continue alcançando números recordes. Por exemplo:
Maior ticket médio: A facilidade para adquirir produtos via web, passou a transmitir aos e-consumidores satisfação e confiança. Logo, além de consumir grande quantidade de produtos, também passou a comprar produtos de maior valor agregado. “As vendas superaram nossas expectativas. Com a pesquisa, conseguimos detectar que a população não está apenas comprando mais, mas está comprando produtos de mais valor. Isso mostra a grande aceitação do mercado”, confirma Pedro Guasti, diretor geral da e-bit.
Perfil consumidor: Há dois perfis de consumidores bastante influentes no crescimento do comércio eletrônico brasileiro. Um deles é o das Mulheres que, atualmente, se destaca não apenas pelo consumo (elas comportam um ticket médio de R$ 314), mas também com novos empreendimentos – o número de lojas virtuais administradas por mulheres cresce cerca de 30% ao ano. E o outro perfil de grande atuação no e-commerce é a Classe C, que a cada momento participa mais do consumo virtual. Hoje, este grupo compõe mais da metade dos e-consumidores ativos, 52%.
PNBL: O Plano Nacional de Banda Larga do Governo, que tem como objetivo levar internet de alta velocidade a baixo custo para todos os estados brasileiros, é uma grande oportunidade para o crescimento das vendas virtuais em 2011, pois através desse projeto, novos consumidores podem participar do e-commerce. Esse fator pode ser determinante para ampliar a participação das classes D e E, que também já mostram interesse pelas negociações online.
Crescimento de e-consumidores
Com a chegada do comércio eletrônico no Brasil, a estrutura do consumo foi alterada. Para conquistar clientes, as lojas virtuais tiveram que apostar em muito mais do que praticidade e conforto. Tiveram que investir em atendimento de qualidade, segurança na loja virtual, processos logísticos eficientes e satisfação do consumidor. Dessa forma, entende-se o motivo pelo qual o índice de confiança dos clientes no e-commerce aponta aprovação de 86,62% – total acima do patamar de 85%.
Atualmente, o Brasil conta com 23 milhões de e-consumidores. Contudo, apenas para o primeiro semestre deste ano, aguarda-se a chegada de cerca de 4 milhões de novos consumidores virtuais alcançando, assim, o total de 27 milhões de clientes online somente até o meio de 2011.
Como fazer parte desse crescimento?
Para fazer parte da ampliação do comércio eletrônico brasileiro e conseguir relevância no mercado online é preciso adaptar a loja virtual às novas tendências da web, onde o consumidor é mais exigente, novas mídias de divulgação surgem a todo instante e a competição entre lojas online se torna cada vez mais acirrada.
Simplesmente oferecer produtos pela internet não é mais novidade, não chama mais a atenção. O que desperta o interesse do mercado e do seu público alvo é a posição que sua empresa se destaca nos sites buscadores (implementação de SEO); é a forma como seu cliente é tratado antes, durante e depois das negociações (atendimento personalizado, incluindo o pós-venda); é a reputação que sua empresa possui nas mídias sociais; é o compromisso da entrega perfeita conforme o combinado com o cliente; além da preocupação em satisfazer o consumidor.
De acordo com Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, “com a maior consolidação do setor, aliada às novas ferramentas que auxiliam os consumidores na hora de realizar uma compra, como as redes sociais, o faturamento do e-commerce brasileiro deve continuar sua expansão (…)”. Entende-se, portanto, que o mercado virtual cresce e permite que seus adeptos acompanhem de perto esta ampliação, obtendo resultados satisfatórios através do e-commerce.
Aumente o Ticket Médio de sua Loja Virtual
- Postado em 7 de May de 2010 por Redação, Dotstore
O ticket médio ou TM é um indicador básico do desempenho de vendas, ou seja, uma média. Esse número é obtido através da divisão do volume de vendas, em um determinado período, pelo número de pedidos feitos. Por exemplo, se você fez em um mês, mil vendas e faturou R$30 mil, é apenas dividir um valor pelo outro. Assim, seu ticket médio é de R$30,00.
O aumento do ticket médio, numa loja virtual, pode ser buscado através de duas formas: fazendo com que seu cliente compre mais, de você e ainda fazendo com ele compre mais no momento em que já está dentro da loja. Supondo que seu ticket seja de R$30,00 é interessante que você faça uma promoção que o atraia a superar esse valor. Por exemplo: “A cada R$35,00 em compras, você concorre a uma cesta de produtos cosméticos da marca tal…”, ou “A cada R$40,00 em compras, Frete Gratis…”
Dessa maneira, cria-se uma motivação para a compra. Essa ação induzirá o cliente a fazer compras com um adicional buscando chegar ao patamar de premiação. Contudo, é importante que se saiba a média correta da sua loja, pois, corre-se o risco de estipular um valor alto demais, e ninguém aderir, ou baixo demais, ao ponto de não expressar nenhuma diferença aos dados anteriores.
Há ainda, duas ferramentas das lojas virtuais que podem facilitar o aumento do ticket médio: o “Up-Selling”- estratégia na qual o site sugere um adicional para o produto que está sendo comprado, por exemplo, “Na compra de outro desodorante, você paga 50% do valor”, e o “Cross-Selling”- estratégia de sugestão de produtos complementares à compra que está sendo feita: “Compre também essa linda capa para proteger seu Mp10”. Para isso, é importante ficar atento para que o sistema não sugira itens errados nem muitos itens, ou seja, é preciso mostrar apenas o que é relevante ao cliente.
Enfim, para aumentar o ticket médio de sua loja virtual, é indispensável que se mantenha o foco no cliente: o que ele está comprando, quanto ele está gastando e o quanto ainda pode gastar; não o confundindo na hora de fechar a compra, mas auxiliando-o para que compre mais, aproveitando as promoções e vantagens oferecidas por você.
Tíquete médio de compras pela Internet bate recorde no terceiro trimestre
- Postado em 17 de September de 2009 por Redação, Dotstore
Ninguém esperava que o tíquete médio de compras via internet registrasse recorde histórico no terceiro trimestre deste ano, período tipicamente mais fraco, conforme indica pesquisa da e-bit.
Apesar do Dia dos Pais, historicamente incomparável com o segundo e o quarto trimestre, quando o comércio se beneficia de datas comemorativas como Dia das Mães, Dia dos Namorados e Natal.
O tíquete médio ficou em R$ 340. “Ninguém esperava um recorde, porque o Dia dos Pais não movimenta tanto. Isso mostra que o Natal será muito bom para o varejo on-line”, explica o Romero Rodrigues, presidente do Buscapé, empresa que detém a marca e-bit.
Diferença entre procura e compra
Rodrigues enfatiza que existe uma diferença substancial entre os preços dos produtos buscados, cujo tíquete médio ficou em R$ 750 entre julho e setembro, e os preços dos produtos comprados (tíquete médio de R$ 340).
“Isso mostra que nem sempre as pessoas conseguem comprar o que desejam”, diz.
Segundo ele, o e-commerce está em plena expansão. “Começamos a perceber o maior interesse da classe C e o aumento dos gastos com vestuário, principalmente equipamentos esportivos, como tênis e roupas esportivas. Além disso, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) também ajudou muito, porque de fato notamos uma redução nos preços”, completa.
Fonte: InfoMoney


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